Perda de memória ou perda de tempo
Ando meio esquecida. Sabe que agora há pouco eu pensei em como começar um novo post, mas, no curto tempo que levei pra abrir o Word, a idéia fugiu. Isso tem acontecido comigo com bastante freqüência. Hoje mesmo, enquanto arrumava a mala, transitando entre o monte de roupas separadas na cama e o guarda-roupa, fiquei parada, olhando os cabides, várias vezes, pensando, tentando lembrar o que eu ia pegar mesmo. Não acredito que seja a idade, não, eu sou relativamente nova. Talvez sejam as férias. O ócio deve estar deixando atrofiada a minha mente. Assim sendo, é bom exercita-la aqui. E não vá rir do meu exercício.
Como eu não lembro bem o que ia dizer, melhor sair dizendo. Quem sabe até o final do post eu recorde a minha idéia perdida que, se perdi, talvez seja porque não tinha mesmo muita importância. Ah, lembrei – e juro que só lembrei agora. Eu ia falar da sensação de estar vivendo pra trás. As coisas estão voltando a ser como eram, e eu começo a acreditar que a vida não é mesmo uma linha reta. É ciclo. Altos e baixos. Tempo corrosivo, passado como eterno presente.
Isso pode não ter muita importância, mas, enfim, afeta, pelo o menos a mim. E afeta bastante. Parece é que alguém pôs o tempo pra malhar numa daquelas esteiras de fazer ginástica. O tempo não pára, Cazuza, é verdade. Mas também não sai do lugar. Anda, anda... e não sai do lugar. Como eu aqui, rodeando nessas linhas, sem dizer nada de concreto, sem me mostrar de fato.
Às vezes eu penso que criei um blog mais pra me esconder do que pra me mostrar. Tenho a impressão de que digo tudo pela metade. Seria tão mais fácil se eu contasse o que fiz hoje, o que vou fazer amanhã. Mas, não... eu fico sempre querendo tratar do que está aqui dentro. Falar sobre o que eu não sei. E não entendo.
Eu devia é ser mais prática. Mas, não, eu não sei ser prática. Nasci complicada. E complicando.
Falar “eu não sei” é tão cômodo. Logo eu, que critico tanto o comodismo. Eis-me aqui, acomodada. Sem atitude. Imobilizada por um nó na garganta.
Como eu não lembro bem o que ia dizer, melhor sair dizendo. Quem sabe até o final do post eu recorde a minha idéia perdida que, se perdi, talvez seja porque não tinha mesmo muita importância. Ah, lembrei – e juro que só lembrei agora. Eu ia falar da sensação de estar vivendo pra trás. As coisas estão voltando a ser como eram, e eu começo a acreditar que a vida não é mesmo uma linha reta. É ciclo. Altos e baixos. Tempo corrosivo, passado como eterno presente.
Isso pode não ter muita importância, mas, enfim, afeta, pelo o menos a mim. E afeta bastante. Parece é que alguém pôs o tempo pra malhar numa daquelas esteiras de fazer ginástica. O tempo não pára, Cazuza, é verdade. Mas também não sai do lugar. Anda, anda... e não sai do lugar. Como eu aqui, rodeando nessas linhas, sem dizer nada de concreto, sem me mostrar de fato.
Às vezes eu penso que criei um blog mais pra me esconder do que pra me mostrar. Tenho a impressão de que digo tudo pela metade. Seria tão mais fácil se eu contasse o que fiz hoje, o que vou fazer amanhã. Mas, não... eu fico sempre querendo tratar do que está aqui dentro. Falar sobre o que eu não sei. E não entendo.
Eu devia é ser mais prática. Mas, não, eu não sei ser prática. Nasci complicada. E complicando.
Falar “eu não sei” é tão cômodo. Logo eu, que critico tanto o comodismo. Eis-me aqui, acomodada. Sem atitude. Imobilizada por um nó na garganta.


0 Comments:
Postar um comentário
<< Home